Daquilo que eu quero escrever
Como os furos de uma blusa de lã tricotada
Como o interior de um balão flutuando
Como o rio que lentamente vai-se anônimo sob a ponte de madeira no interior do país
Como o vazio dos zeros de um milhão
Como a colmeia que tem no oco dos favos o mel
É o poder do silencio
Que quero as pessoas sentindo ao ler
Como a descarência do abraço apertado
Como o não respirar do beijo apaixonado
Como o surdo encontrar de olhos ao descer do ônibus em uma
rodoviária em Minas Gerais
Como o sorriso amarelo de café
Do cronista que passou noites acordado







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