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| O poeta russo Maiakovsky |
Não vou renegar meu passado de poeta analfabeto
Não vou me curvar às regras da burguesia da língua
Vou ser um rebelde dos versos sem métrica
Farei passeata pelas estrofes com as palavras oprimidas
Caminharei de mãos dadas com os sentimentos
Carregarei a bandeira do livre-arbítrio literário
Fonemas, adjetivos, verbos e substantivos
Perderão seu caráter de classe e seus privilégios sintáticos
Todos serão palavras. Sem distinção de raça, credo, função
ou cor
Minha poesia será para os que não sabem ler
Será para os que não compreendem o ultralfabetismo do
intelectual
Será para os que trabalham e sabem do que eu digo

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