domingo, 13 de maio de 2012

Sabe o que é?


Sabe todas aquelas coisas que eu gosto de falar?
Seja no pé do ouvido ou na mesa do bar
É tudo poesia em cada ironia
É só o coração em cada indecisão

Sabe aquelas atitudes que te fazem irritar?
Um a resposta grosseira ou o tom no falar

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Amada-Amiga


Um abraço pra matar a saudade
Um “até logo querida”
Não deveria assustar, pois a verdade
É que o amor sempre esteve em minha vida

Amizade sincera
Não deve ser escondida
Quem nos completa deve
Ser nossa fiel companhia

Há uma coexistência
Entre amada e amiga

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Chuva doce


Tomei um pingo de chuva nos lábios
Enquanto estava de olhos fechados

Cochilando,
Tentando sonhar com você.

Estranho, como, ele era doce!

Doce como seu gloss.
Doce como você.
Doce como nós!

Um pingo de chuva
Afogou de paixão meu coração!

Marcelino

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desengano


Num desengano frouxo
De um diabo cocho
Que não consegue me alcançar

Alcanço um alarga vantagem
De ter tranqüilidade
Na hora de sonhar

Sonho com a liberdade
Do direito e da verdade
Que vem me aliviar

No alívio de cada nota afinada

domingo, 30 de outubro de 2011

Cantoria


Eu poderia passar a vida inteira
Te presenteando com uma canção por dia
Mas seria um desperdício da inspiração
Que você daria.

Eu deveria escrever uma canção
A cada vez que você piscar
Ou um verso onde pudesse eternizar
Seu sorriso.

Mas ele iria ofuscar a própria beleza
Da minha poesia.

Eu queria que houvesse palavras
Suficientes para poder te cantar

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Feriado

Eu vejo o dia nascer em seus braços
Os raios de Sol aquecendo nossa cama
Fundindo nossos laços
A luz entrando pela janela
Iluminando teu perfil
Deixando meu corpo febril
Roubando calor da tua pele
A voz do rádio ditando notícias
Os neurônios incitando malícias
O corpo tranduzindo em carícias
A porta aberta
O piso frio
O vento vindo do banheiro
O cachorro alerta
Um caminhante vadio
Nosso amor como alimento o dia inteiro

Nesse feriado me acabo em você

Já é tarde
O tempo muda
O quarto esfria
A gente não se desgruda
Isso te contagia
Um abraço forte
Um chá quente
Um pouco de televisão
Só falam de morte
Somos diferentes
Surge mais inspiração
O disco roda
Você acorda
Eu já terminei de escrever
A noite nos aborda
- Não me morda!!!
Dei minha vida pra você
A madrugada me derruba
Você me cobre
Eu desato a dormir
A brisa me perturba
Mas a gente ainda dorme
Sonhando com o próximo feriado
Mesmo sendo Finados
Não somos culpados
Por amar assim

E você também se acaba em mim!!!

Marcelino

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Infecção

Oh Baby,
Nos nossos sonhos tudo era tão simples
Depois vieram os tempos difíceis
Bombas e mísseis, e o tempo passou

Oh Baby,
Eu sei que não somos culpados por nossos vícios
E que eles nos levam a cometer esses crimes
Mas eu sempre desconfiei que você nunca me amou

Oh Baby
Eu só espero que você não me culpe
Nunca fiz nada com essa intenção
Mas às vezes o mundo não entende o que a gente falou

Eu não esperava que a máscara caísse
Que esse vírus te atingisse e eu sofresse a infecção
Mas eu te queria e só pensava nisso
Esse é teu álibi, você tem minha absolvição

Marcelino

domingo, 6 de dezembro de 2009

Contra o vento

E eu te espero sim
Espero até que me vejas
Não que vejas minhas obras
Mas que veja quem eu sou
Não importa que minhas atitudes
Espalhem-se pelos ventos
Se ao menos minhas palavras
Lhe chegarem ao coração

Não espero que largue sua vida
Que abandone tudo por mim
Mas eu estarei aqui
Por mais uns cinquenta anos
Com certeza meu coração estará vazio
Só a música e a poesia poderão entrar
Até que você me ligue
Pedindo uma cama pra passar a noite
E talvez você me ouça e queira
Uma casa para morar

Não seja as besteiras que falo
Nada que te impressione
Eu acho até que você nem pode me ouvir
Só não queria que você continuasse
Andando contra o vento
Sem poder gritar sem engolir as palavras

Até que volte você pra falar
Eu vou lendo e refletindo
E pensando coisas belas
Pra quando você quiser me ouvir
E esqueçamos tudo que nos falarem

Marcelino

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Diferenças

Éramos tão diferentes
Nada podia acontecer
Mas fomos tão insistentes
Não nos contentamos
Com o que era pra ser

Mas esse tempo passou
Hoje a gente não tem
Mais força pra lutar
O que era doce acabou
Ficou apenas um
Sem-sal pra saborear

Então bata a porta outra vez
Uma só não é suficiente
Pra quebrar o que a gente fez
Me apagar do seu subconsciente

Não vou esquecer
Da poesia que fiz pra te conquistar
E um dia vou entender
Que a gente não peca por tentar

Marcelino

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Soneto da amizade

Poema dedicado aos meus melhores amigos,
Dedé, Érica, Vitor e toda família, em homenagem ao nascimento do Vitor!!!

Descuido nosso deixar uma amizade crescer assim
E hoje não tem mais como voltar atrás
Da minha parte não há porquê ter fim
E sim na verdade crescer cada vez mais

Vamos seguindo caminhos diferentes e iguais
Iluminados pelo brilho do ouro do Bonfim
Tem mais um personagem pra trazer nova paz
Outro motivo pra gastarmos nossos risos de marfim

Realizando sonhos e registrando nossa história
É engraçado lembrar de tudo que aconteceu
Rir depois de tanto tempo das nossas memórias

Inspirados pelo anjo que nesta quarta-feira nasceu
Calo-me pois as palavras já não dizem nada agora
A distância elimino com a irmandade que a gente teceu

Marcelino

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sou

Minha vida é uma poesia sem rimas
É uma prosa sem segundo personagem
É um caminho, uma rua sem saída
É um corpo que já não tem mais alma
Pra onde nem os discos voadores vão olhar

Sou um ponto, do ponto de interrogação
Um ponto sem o qual o universo se perde
Mas que pode muito bem existir só em massa

Minha vida é uma voz sem som, sem sentido
É uma língua sem tradução para o inglês
É braço forte sem emprego
É um coração sem amor, sem oxigênio

Sou uma questão infundada
Uma dúvida que paira no ar
Sem ninguém pra pensar
Sou uma pena, sem tinta,
Sem papel, sem idéias

Marcelino

domingo, 27 de setembro de 2009

Onde

Busco o estudo que mais me agrada
O sustento com o que me satisfaz
O descanso em minha própria casa
O divertimento onde me apraz
Só peco onde não poderia errar
Procuro o amor onde não está!!!

Marcelino

sábado, 12 de setembro de 2009

Abusada

Te fiz acordar cedo
Acordei de madrugada
Pra pegar a estrada
Rumo à Terra do sossego

A chuva veio junto
Acompanhou nosso passeio
Um dia meio morimbundo
Alterou nosso roteiro

Chegamos à sua casa
Até a alma ensopada
Usei teu sabonete, banho quente
Me sequei com sua toalha

Usei sua pasta de dente
Larguei tua cama bagunçada
Teus discos me embalaram
Me sustentou tua macarronada

Só te dispensei quando dormi de madrugada
Mas não te dei descanso nem nos meus sonhos
Onde um rapaz muito prendado
Apareceu assim meio risonho

Anunciando o bom tempo
Uma segunda-feira ensolarada
Não dei chance pro lamento
Não pude reclamar de nada
Só tive bons momentos
E quando me achava abusada

Você me calou com uma poesia
E eu muda de alegria
Só pude responder:
- Obrigada!

Marcelino

Grande idéia

Acabei de ter uma grande idéia:
Por que você não vai fundo e tenta ser feliz
Sei que não tenho bons argumentos
Lembra que meu perfume é muito amadeirado pra você

E hoje eu prometo que não vou mais beber
Eu acho que consigo, mas é que
Às vezes eu preciso de companhia pra viver

Cheguei de madrugada em casa
Só porque insisti em te deixar a salvo
Tudo bem eu percebi,
Que o mundo não gira em torno de mim
E isso vai fazer eu ser ainda mais feliz

Me prometa que continuaremos
Trocando os nossos livros
Mesmo com o passar dos anos

Eu quero ter uma enorme biblioteca
E alguém que entenda o que escrevi
E se você quiser posso te indicar
Uma canção de amor

Marcelino

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pra falar a verdade

E pra falar a verdade
Eu nem queria lhe escrever
Sei da sua pouca vontade
Em me perceber
Mas é única a oportunidade
Você vai entender

Por maior recompensa, ou tesouro
Fiz tudo que você me pediu
Te entreguei de mão beijada à outro
E você me sorriu
Me deixou uma cerveja na mesa
E outra paga pra minha consolação

E ao te ver sorridente
Queimou-me a ira que eu tinha
Não pude conter entre os dentes
E assim linha por linha escrevi este bilhete
Pra que o garçom te entregue quando você voltar

E pra não fazer desfeita
Terminei a cerveja e risquei teu nome da lista
Foi a forma perfeita
De selar tua conquista
Meu plano de vida- tua felicidade
Eu que um dia fui tachado de chantagista

Espero ser perdoado
E que esse cara ao teu lado
Faça melhor que eu faria

Marcelino